Monday, November 27, 2006
Wednesday, November 15, 2006
estranha forma de vida
Wednesday, November 08, 2006
tons de púrpura

[fica alguma nostalgia de miúda]
Laços incondicionais dos amigos
Gargalhadas e gozos inocentes
Maratonas de futebol debaixo daquele sol do sul
Ingénuos romances julgados paixões eternas
Partilha de historias reais e fantásticas
Contagem decrescente até ás férias
Tostas mistas acompanhadas por sumo de máquina
Aventuras por casas supostamente assombradas
De sonhar sonhar sonhar como só sonhamos quando temos o dom de tornar os dias perfeitos apenas porque o professor faltou à última aula ou porque o rapaz do 9ºF finalmente reparou que almoças ao lado dele todos os dias…
E tudo isto voa por entre acordes antigos encontrados por acaso…
"como se o tempo parasse de contar..."
how does that make you feel...
Wednesday, November 01, 2006
sweet november
No escuro levantei o estore de bambu e abri uma fresta da janela.
A bruma laranja dos candeeiros da rua era salpicada com o brilho das gotas da chuva.
Via-se apenas duas casas com luz lá fora, todas as outras janelas dormiam.
Apenas uma presença fazia companhia à minha falta de sono, um pontinho vermelho de cigarro surgia discretamente entre os vidros de outro andar.
“Boa noite estranho… companheiro de insónia… espero que a chuva limpe o que não te deixa dormir, amanhã as ruas vão estar mais nítidas e talvez o teu dia também.”
Fechei a janela… daqui a duas horas o despertador toca e por momentos a almofada pareceu-me menos aborrecida….
Saturday, October 28, 2006
maybe: insane.

Tuesday, October 24, 2006
[ a l í v i o ]
Sunday, October 22, 2006
delírios de analgésicos para a gripe
Registava-se o primeiro abraço à mãe, a choraminguice do pai, tios, avós ao ver-nos na maternidade. O primeiro amigo de fraldas; a mana a chegar; os primos a nascerem; a fase do colégio. O primeiro grande arranhão no joelho. Os primeiros graaandes amigos. O primeiro beijo, a primeira musica especial, o primeiro teste com 20 e a primeira negativa. A primeira chamada ao conselho directivo!
As aventuras, trapalhadas, desamores, paixões, perdas, vitórias… e infinitas folhas brancas por escrever pois acreditamos que somos eternos.
Até que chegam aqueles momentos em que queremos que no final do livro [como nos livrinhos das palavras cruzadas] se encontrem as soluções. Paramos de escrever e… pensamos, pensamos… não encontramos a solução certa, as palavras certas, as atitudes certas, os sentimentos certos.
Friday, October 20, 2006
olhar para dentro
Saturday, October 14, 2006
o outro sei lá....
Je ne sais pas…
No lo so...
No lo sei...
知ってはいけない...
Nicht wissen...
تريد معرفه...
Bah.... sei lá!
Friday, October 13, 2006
Wednesday, October 11, 2006
[ a uma alice que perdeu a wonderland...]

ei tu!... olhar perdido entre histórias fugidas...
ei tu! ... preguiça entalada entre sonhos escondidos...
ei tu!... tristeza esboçada entre poucos sorrisos...
ei tu! devolve-te a alegria cor de mar, relembra aventuras douradas pelo sol...a força maior que fomos buscar!
devolve-te à vida. deixa o sono cair. faz a alma dançar....e sorri.
e à noite ao deitar...
ou um pouco antes disso..
acende a luz,
e devagar
contempla a imagem que no espelho se espelhar...
e sorri satisfeita contigo. por TUDO.
Digo-te eu agora pequena… tu és tão perfeita como a natureza te desenhou… perfeita porque os poros respiram, porque te arrepias com o frio, porque choras quando estás triste, porque anseias quando a surpresa se avinha, porque amas, porque te ris…
Monday, October 09, 2006
shiver
[They stay in my head like a song]
become into shiver…
Saturday, October 07, 2006
bedtime stories
o meu conto de embalar a poucos embalaria...
ao deitar, abro as páginas de cada dia, dispo as máscaras que o dia me obriga a vestir e folheio-me, já transparente.
e adormeço frágil, na dúvida... o sonho, esse, é eco de esperança (suspiro). ainda há.
Tuesday, October 03, 2006
Sunday, September 24, 2006

Encerrou um capitulo…. Algumas páginas em branco dividem as histórias. Páginas tristes, desiludidas, vazias… demasiado vazias. Esfolhei pacientemente estes dias brancos riscando alguns traços coloridos por distracção, para não me esquecer que já os passara. E mais uma página, outra página…
E agora cheguei ao novo capitulo. Escrevo com um novo entusiasmo “Era uma vez”, riscaram-me na pele para não me esquecer “podes voar para onde quiseres”, de “olhos cristalinos” preparo-me.
Hoje [vindo de há tantos meses atrás] lembraste-me.
Thursday, September 21, 2006
Outono..e um pouco de Gabriel

Tuesday, September 19, 2006
Saturday, September 16, 2006

Corar…pois….
por cumplicidade
por algo me agradar
por algo me comprometer
por algo me surpreender
por algo me alegrar
por algo me envergonhar
E…corar apenas por corar!
Não vale a pena decifrar a corzinha que me invade as bochechas, coro apenas por pensar “seria muito constrangedor corar neste momento” e basta…. Cá está o rosto rosadinho que compromete qualquer coisa que diga ou faça, que transmite a mensagem “tu não me és indiferente” mesmo que não seja bem assim!
Corar… pois… um problema…
[e enfim… paguei a meia-de-leite ao rapaz que me atendia no café e saí com um sorriso ainda mais comprometedor por tudo o que pensei que ele pensou]
Wednesday, September 13, 2006
chove.

vejo chegarem as primeiras chuvas, frescas, saborosas...fazendo chorar os primeiros acordes de outono sobre as janelas...
talvez saia sob a chuva para o conforto de um café, talvez umas e outras calorosas gargalhadas, talvez para não me lembrar do que tento esquecer - até pousar o dia na almofada...talvez.
Tuesday, September 12, 2006
back!

Sento-me e é como se me abraçasse todo aquele espaço.
Inspiro. Oiço os acordes familiares que acompanham desde sempre o sabor a café.
“estou de volta”.
O sorriso rasgado do costume arrisca o habitual pedido: “um café e um copo de água”…
Eu aceno um sim, sorrindo… e perco-me a pensar: “estou de volta”.
Todo o bairro me recebe com um sorriso. No “bom dia” das vizinhas há murmúrios de regresso…”bem-vinda a casa!”… e seguem, sussurrando cusquices, entretidas. Percorro as habituais ruas, deliciada. Tudo na mesma. O mesmo abraço morno do meu bairro feliz. As árvores (tantas!!) já embalam uma leve brisa de Outono, fazendo chover aqui e ali folhas cansadas do calor de verão. As mesmas paredes, fachadas, janelas, vasos, flores… as mesmas caras e cores…
O café vem com um sorriso maior que o mundo. E o meu mundo faz-se feliz naqueles escassos metros quadrados de um café cheio de histórias.
Sunday, September 10, 2006
sentido soneto.
"De repente, do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."
[Soneto da Separação, por Vinicius de Moraes
foto by João Varela]
Friday, September 08, 2006
Cá estou

Travamos o carro aqui á porta. Tirei as malas do porta-bagagem e carreguei o pequeno bonsai de retorno a casa.
Olho para as minhas árvores da rua ainda espessas de verde “sim… falta pouco para caírem, o Outono nada nada está chegar”.
Respiro fundo.
As borboletas no estômago dão-me energia para enfrentar esta nova etapa. Estou numa das minhas cidades, na “menina e moça” que daqui a pouco cheira a castanhas e tem brisas de fado. Despeço-me da boleia, atiro as malas para casa “Logo arrumo”.
Recebo a mensagem “Rapto imediato” que me leva a amigos e a novidades.
Cá estou outra vez, com aromas canela, entre ruas protegidas pela ponte vermelha, a escrever o meu enredo na cidade das mil e uma colinas e espelho azul.
Thursday, September 07, 2006
Wednesday, August 30, 2006
(foto by Pepper)
4dias…4 dias para as minhas férias acabarem… 4 dias até o meu Verão ficar em “stand by”!
Sento-me na areia com o sol cansado pelo esforço de aquecer-nos as peles durante tantas horas, pego no caderno quadriculado com toque de pimenta e releio todos os pontos que queria fazer nestes meses solarengos…
Check, check, check… faltam poucas coisas a cumprir, nunca é demais algumas morangonas, varandas frescas pelas estrelas, e juntar aqueles amigos que só por estarem por perto me fazem gargalhar! Levanto-me, sacudo a areia… “é hoje o jantar!”
O trio junta-se novamente: pimenta, sal e canela, “vá... bora lá preparar a sangria e assar as chouriças antes que o Outono me invada os dias e vamos rir até as bochechas não aguentarem mais!”
Tuesday, August 22, 2006
porque:
Monday, August 21, 2006
Sunday, August 20, 2006
Thursday, August 17, 2006

O primeiro… tu sabes bem qual é, conquistei-o com ajuda de tantas mãos que me sustentaram em céus e nuvens.
O penúltimo decidi realizá-lo há poucos dias… cá arregaço as mangas e avanço. Decidi o caminho, vou percorre-lo, não com o apoio de tantas mãos… percorro com o consentimento de dois pares tão importantes nos meus dias e com o meu sorriso
“yes...There are still stars and lights in my hair…All painted by kisses, all painted by friends, all painted by memories”
[O ultimo sonho, mais irreal do que qualquer outro, deixo-o em aberto…é sempre bom ter um bem lá no alto para iluminar as nossas escolhas e permitir sonhar sempre… mas cá entre nós… um dia... sim... um dia conto-te ]
nublada
Wednesday, August 16, 2006

Um cruzar de ruas… cruzar de vidas…
É o mistério da cidade… as teias urbanas de caminhos e opções… emoções
A paragem na montra, o picar do bilhete, o apanhar do saco que escapuliu da mão, os atalhos, os passos lentos, as pressas ritmadas… os encontros e desencontros definem-se, redefinem-se… acreditamos assim nas coincidências… nas trocas de olhares.
[Olá… foi bom rever-te…] não pelas palavras trocadas, não pelo abraço apertado, não pelo olhar preso que procurava as diferenças que os últimos meses actuaram em nós…não por te querer passar em segundos tudo aquilo que vivi entretanto… mas sim por continuares a ser aquele menino que nas tardes de verão me invadia a casa contando historias de terror tão credíveis que nos obrigava a ir para a varanda até o medo passar, que me roubava as tostas com doce enquanto cantávamos as musicas dos anúncios da televisão, que desenhava e sonhava comigo futuros incríveis… e que apesar dos caminhos tão distintos e do tempo implacável continua a ter a mesma aura que eu.
[cheiraste-me a caramelo como as tardes de antigamente… quero outras tantas só para te ouvir as aventuras e contar-te as minhas histórias]
(img. A. dragulescu)
Saturday, August 12, 2006
...não sabemos nada...

"Nunca saberemos se os enganados
Friday, August 11, 2006
[dia-não]

Tuesday, August 08, 2006
espantalhos

destinada a sentir saudades onde quer que aterrasse a casa, a menina-coração-de-pimenta fotografava tudo com a maior das precisões. para mais tarde recordar vivamente esses lugares onde se perdera (e mais que tudo, se encontrara...), essas pessoas que deixava longe... e afugentar a solidão que tantas vezes a visitava...
laços

olho-te no teu corpo de mulher e pensamentos de menina...o tempo parou sobre os teus pensamentos, e avança sobre o teu corpo, transformando-o sem pudor.
o rosto grave e sério, onde por (cada vez mais raras) vezes se rasga um sorriso... o corpo pesado, cansado e triste...
eu escavo!, furo!, rompo!... mas ja não chego a ti.
por isso, quando te olho, mergulho nas memórias de quando, aos seis anos, vi chegar uma "invasora" a casa, com quem tive de dividir tudo...e que pouco-a-pouco me ensinou o valor da partilha...
lembro-me de quando me debruçava no berço e soltavas deliciosas gargalhadas...ou quando atropelavas as primeiras palavras, inventando novos e deslumbrantes alfabetos... e lembro o negro dos teus cabelos revoltos, sobre o teu rosto rosado...suspirando sempre um sopro oriental...
lembro.
Sunday, August 06, 2006

Contavam-lhe histórias de torres altas e dragões… de caixinhas de música, bailarinas, de princesinhas e desfechos perfeitos.
Contavam-lhe histórias de como as coincidências, as escolhas, sentimentos tinham uma ordem mágica que nos indicava o caminho certo.
Contavam-lhe histórias de cenários fascinantes, de rostos deliciosos e de acordes envolventes.
E ao longo dos anos desacreditou… rasgou aos poucos as páginas desses livros e queimou… os enganos diminuíram mas a realidade impôs-se de uma forma demasiado fria.
Até que decidiu fechar os olhos e rabiscar no escuro algumas linhas novas de histórias encantadoras. Rabiscava confiante no apenas “porque sim”, confiante nos novos traços tentadoramente doces.
… intensos rabiscos desentendidos…
(pergunto-te... desenhos sentidos ? ou riscos sem sentido?)
[e desta vez a própria realidade arrancou-lhe as folhas esquiçadas e queimou-as!]
“- Já te disse pequena, essas coisas não existem! Tinha-te como mais esperta!”
Saturday, August 05, 2006
humidade relativa: 87%
verde sobre azul

daqui, onde o céu tem este humor inconstante, que pauta os dias de uma saborosa imprevisibilidade...
daqui, onde o castanho dos meus olhos se fizeram azul-mar...
murmuro um suspiro de férias, respiro fundo e deslumbro-me perante paisagens que emudecem e tornam as palavras pequenas, insuficientes para descrever cada "frame" de verde e azul...
aqui, abraçada pelo atlântico, estou em casa!
e encho as malas de diferentes (e tantos!) tons de azul, do negro das areias sob o mar quente, do verde fresco, das nesgas azuis-céu entre o cinzento-nuvem habitual, do sol que brilha de repente e que convida a um dia de festa!!!... encho o olhar deslumbrado de memórias...e anoto as palavras mais fiéis a todo este espectáculo... para poder partilhá-lo, depois, numa noite morna de café, um pouco mais a sul [recordo a visão salgada, polvilhada de branco, que o meu abrir de asas sobre o céu me ofereceu a caminho daqui...]
Thursday, July 27, 2006

[Re] delineei caminhos numa cidade distante…
[Re] lembrei cheiros e cores, sons, conversas, bebidas, sabores… [recordei as aventuras loucas de quem não tem medo do instante presente!!]
recordei o gigante neon "SI" da Via Torino que me autorizava a casar com o recém-conhecido de caracóis que teimou com o meu olhar…
recordei o dedilhar das violas na praça a meia luz cheia de malabaristas e jovens perdidos em fumos que davam uma vida agitada e irresistível àquelas colunas de séculos e séculos atrás…
Essa Via que subi e desci tanta vez a qualquer hora do dia e da noite… com aragem outonal ou com a neve de meio metro de altura.
[É com algumas lágrimas marotas que sorriu por ter sido a miúda mais feliz do mundo quando rumei aos meus sonhos não tão impossíveis… agora é esta nostalgia pesada que se transforma a todo o instante na vontade de conquistar mais umas quantas coordenadas do globo… ]
Monday, July 24, 2006

Final da tarde… como adoro esta passagem de humor do dia: mudança da azáfama solarenga para um estado melancólico, como se o próprio dia se interrogasse quantas estrelas lhe vão polvilhar o céu.
A ligeira brisa marítima acalma o tostado da pele que o teimoso sol marcou, caminho por entre o murmurar das ondas que se desfazem na areia. Delineio os meus passos por entre as marcas deixadas pelo sal, seria tão mais fácil se o caminho que optássemos na vida fosse percorrido de forma tão natural como as ondas do mar… [segue o sal… apenas isso]
Espero por aqueles segundos em que o mundo pára... momento em que a onda recolhe como um respirar preso… tudo fica suspenso por dois segundos até o mar sussurrar outra vez. Dois segundos para eu ter a oportunidade de me descobrir outra vez… tempo de relembrar tudo o que senti de um ano até aqui…
… que denso… desfaço nós, lembranças, lágrimas e sorrisos, saudades, beijos, músicas, ilusões [desfaço os tais castelos de areia com breves histórias e semi-reis]… liberto tudo para o meu mar… solta-se o peso do doce e do amargo… vem em troca as gotas frescas da leveza… [guarda-me tudo isto mar…pelo menos por esta noite, venho buscar amanhã as recordações, para esboçar entretanto o que quero para o meu presente]
E a menina canela seguiu com a liberdade de quem nasce outra vez, carregando apenas o segredo de que o mar tem este poder mágico de parar o tempo.
Tuesday, July 18, 2006
quando vês que o incondicional é uma miragem…
quando sentes que o certo não é bem assim…
ACORDAS
Deixas as réstias de ingenuidade… amadureces.
Lamento…mas há marcas difíceis de contornar.
[Tento não deixar escapar alguns farrapos de esperança, acredito nos outros apoios tão docemente “incondicionais” que se registaram como veteranos nesta minha história semi-escrita com mil sorrisos… estes solidificam]





























